dêem-lhes espaço
Caros leitores, a minha ausência prolongada trouxe grande tristeza aos corações. A verdade é que estive a veranear pelos algarves, quiçá em busca de alguém com a mesma nacionalidade que eu (saiba-se portuguesa) ou de apenas algum sossego. A verdade é que encontra-se de tudo lá em baixo, desde que seja not português. Durante a minha estadia pelas terras, quase, africanas reparei em diversos costumes que me revoltearam o estômago e me afectaram a minha perna esquerda, motivo pelo qual escrevo com as mãos. A que mais me incomodou foi a tradição do pequeno-almoço. Senti-me um verdadeiro alien quando comia o meu pãozinho com queijo e bebia um copinho de leite. Todos os olhares se voltavam para mim e a minha perna esquerda dava sinal. É evidente que qualquer pessoa no sei perfeito juízo come ao pequeno-almoço bacon com ovos mexidos ou estrelados, feijão, cogumelos, torradas e embalagenzinhas de manteiga. Acho que se torna óbvio que existe aqui uma qualquer disfunção, talvez herança do tempo dos Vikings em que era preciso comer um bom pequeno-almoço para manusear as espadas e carregar grandes armaduras. A herança que agora vemos é da flacidez que passa de pais para filhos. Não admira que digam que estão gordos, com uma refeição que servia para um dia inteiro. A minha perna esquerda não resistia como é óbvio, motivo pelo qual tinha que dar aos braços na piscina cheia de nudismo e putos com bóias mais pequenas que os seus “pneus”. No fim acho que é tudo uma questão de sorte. Um português qualquer teria o colesterol no máximo e os triglicéridos faziam um bacanal no sangue pastoso. Ainda dizem que os portugueses têm excesso de peso. Mas há que fazer uma vénia aos senhores que movem o turismo. Se eles não andassem por cá com a sua imensidão de corpo, as praias algarvias não estariam cheias.
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